Publicações

Juventude como memória

Link: https://sociologiaeantropologia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/SANT-V16N1_2026-0026.pdf

De acordo com convenções das sociedades modernas contemporâneas, a vida é dividida em fases. De todas elas, apenas a infância, a adolescência e a juventude podem ser retomadas pela memória. Afinal, não é possível construir uma narrativa do tipo “quando eu era adulto” ou “quando eu era velho”. Infância, adolescência e juventude são condições destinadas a um tempo passado, pelo menos para quem já atravessou as três.
Na tradição das ciências sociais, a noção de juventude já foi tomada como rito de passagem, problema social, subcultura, representação, entre
outras articulações. Ao expandir a perspectiva representacional, as histórias de vida fazem emergir mais uma forma de compreensão da noção de juventude por meio da ideia de memória.
O objetivo deste artigo é introduzir a noção de que juventude é memória, premissa que decorre dos resultados de uma pesquisa que está sendo realizada no âmbito do Museu das Juventudes Cariocas (MuJuCa). Para tanto, serão analisados trechos de oito histórias de vida de pessoas de diferentes idades, as quais fazem parte de seu acervo.